Independence Day, pipoca e Sci-fi sem compromisso

Numa época de reboots e continuações (mesmo décadas depois), o diretor Roland Emmerich fez em Independence Day: O ressurgimento o que mais gosta: destruir o mundo em larga escala.

Dessa vez a função é ainda maior, possibilitada pela grande gama de efeitos especiais do Blockbuster não tão elaborados lá da sua obra de origem de 1996. Pra aqueles que gostam e se apegam a tramas mais profundas, esse não é o filme. Mas se você é daqueles que come pipoca e gosta de um sci-fi sem compromisso, esse pode ser um bom programa.

Ainda que não seja necessariamente um reboot, ID é uma continuação de uma saga consagrada – a mesma que trouxe um carismático Will Smith (saudades!) ao estrelato. É também a tentativa da inserção da franquia a uma nova geração (o ID3 já está anunciado) e uma história que já deixa esse gancho. Mas nem de perto é o estouro que vi (ou vimos?) na década de 90. Quem viveu aquela época vai lembrar dos personagens e das referências (são muitas), e vai se deparar com o planeta 20 anos após a primeira invasão alienígena.

A diferença é que não é o planeta como vivemos hoje, mas um superdesenvolvido ambiente que se adaptou e criou muita coisa a partir da tecnologia alienígena deixada aqui quando Will nos salvou. Outra diferença gritante é que os novos personagens não cativam, e as melhores cenas são dos veteranos. Aqui o destaque não podia ser outro: Jeff Goldblum (A Mosca e Jurassic Park). Os novos nomes são Liam Hemsworth (o irmão do Thor), Jessie T. Usher e Maika Monroe (Corrente do Mal – assista esse filme!).

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Com toda uma base lunar, naves estelares, um rápido atrito entre os mocinhos e muito non-sense entre os cientistas veteranos (não espere grandes explicações e justificativas plausíveis pra nada) a trama é aquela, salvar o mundo de uma nova grande invasão alienígena. O resultado é o que falamos na primeira frase, muita destruição, as famosas “frias” e cenas engraçadinhas e tudo mais que temos em um Blockbuster. O ápice é o ataque de um alien gigante, e só não lembra os filmes do canal Syfy porque a produção é realmente muito boa (mas só a produção, esqueça a história). Mas no fim das contas, é difícil comprar o filme e se amarrar em alguma coisa dele. É pipoca, sem compromisso. E você nem vai perder muita coisa se acabar dormindo no meio. E provavelmente vai esquecê-lo assim que acenderem as luzes.

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