Bruxa de Blair: mais um filme de terror

Um grupo de quatro amigos decide ir para uma floresta gravar um documentário sobre uma Bruxa que some com pessoas de uma comunidade. Já viu isso antes? Pois é. Se você quer ir ao cinema e ficar surpreso com o enredo, a Vigília te adverte: não vá assistir Bruxa de Blair. A sensação que ficamos é que aconteceu mais do mesmo durante todo o enredo.

Se existe uma pessoa mais medrosa que eu para assistir filmes de terror, nem eu e nem os meus amigos conhecem ninguém pior. Me assusto muito e fico morrendo de medo depois do filme. Mas nem bons sustos esse filme me rendeu. Fui para o cinema com uma expectativa relativamente alta, afinal, quem assistiu os outros dois “Bruxa de Blair” sabe que coisas estranhas e surpreendentes poderiam acontecer.

Nos primeiros minutos de filme já vemos umas gravações bem caseiras denunciando um possível local onde seria encontrada a “lendária” Bruxa. Aí conhecemos o irmão de Heather Donahue, uma das participantes do grupo de estudantes de cinema do primeiro filme da franquia. James (James Allen McCune) resolve ir para a floresta atrás da irmã mais velha, acompanhado de Lisa (Callie Hernandez), Ashley (Corbin Reid) e Peter (Brandon Scott). Eles colocam as mochilas nas costas e vão em busca de pistas. A primeira parada é na casa do casal Lane (Wes Robinson) e Talia (Valorie Curry), que publicaram na internet imagens encontradas em uma fita gravada por Heather. O casal então se une na caçada pela Bruxa.

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Já começamos com os absurdos nesse momento. Primeiro, somos apresentados a uma câmera-GPS-auricular que não passa de…um bluetooth. A câmera fica na orelha, mas todas as imagens gravadas são frontais. E depois, mais absurdos de filme de terror. Eles também carregam para o meio do mato um drone que pode ser controlado via celular (a bateria nunca acaba). Ao mesmo tempo, aparecem walk-talks obsoletos e bizarros. Outra cena impagável é quando eles decidem, na primeira hora que estão no meio do mato, atravessar um rio (que ninguém sabe a profundidade). Pra ajudar, ainda tiram os tênis, o que causa um ferimento em Ashley.

Os sustos são um capítulo à parte. Talvez funcione nas primeiras vezes, mas depois de um tempo serão iguais, pura repetição. Perde a graça. Nada, nadinha mesmo, te faz sair do cinema com medo.

Sobre o filme? Vá assistir com a galera, sem pretensão nenhuma. Não espere nada parecido com o que você viu na primeira versão, em 1999. Essa continuação de Bruxa de Blair pode quase entrar para a nossa lista de filmes trash (nota do Robson: mentira, a nossa lista de filmes trash só tem filmes que realmente indicamos).

P.S.: quero deixar registrada a companhia do meu tio Leonardo nessa indiada. Valeu, Binho!

0 Comments

  1. Disponha, estamos aqui para isso 🙂

    Só vamos tentar marcar cinema para ver filmes melhores…

    Ass.: Leonardo, o Binho

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