A Freira 2 e o retorno de Valak, conta com Taissa Farmiga

A Freira 2 é um blockbuster que vale a pena

Diretamente do universo de Invocação do Mal, chegou aos cinemas A Freira 2, continuação do longa de 2018, com muitos jumpscares e o retorno de um demônio sinistro.

De cara já adianto: se você esperava ver algo diferente e inovador, escolheu o filme errado; mas se esperava por um filme de terror padrão, veio ao lugar certo – e falo isso sem julgamentos, sem menosprezo. Muitas vezes, o que queremos é justamente a previsibilidade de sustos em uma história razoável.

O novo longa traz de volta a Irmã Irene (Taissa Farmiga, que para quem ainda não associou, é irmã de Vera Farmiga, protagonista da trilogia Invocação do Mal), agora em um novo convento, tentando seguir seus trabalhos religiosos após os traumas que acompanhamos no primeiro filme. E, junto dela, retornam Maurice/Frenchie (Jonas Bloquet), o faz-tudo amigável, e, claro, o demônio Valak (Bonnie Aarons), a Freira.

Depois de quatro anos, novas mortes inexplicáveis começam a acontecer em igrejas e conventos pela Europa, indicando o retorno desse mal. Pela sua experiência passada, Irmã Irene é escolhida por seus superiores para conduzir a investigação. Junto a ela, uma nova parceira: a rebelde Irmã Debra (Storm Reid, de Uma Dobra no Tempo, Euphoria e The Last of Us).

Superioridade

Desde o início, A Freira 2, sem muitas pretensões, se eleva em relação ao longa anterior, com um narrativa mais envolvente (nem precisava muito) e com uma produção mais caprichada. Além disso, traz muita violência e sangue.

Dessa forma, o novo filme parece ficar mais no nível de Invocação do Mal (principalmente dos primeiros), do que no nível de Annabelle (qualquer um deles). Ascendendo, assim, no universo compartilhado e subindo no ranking geral dos filmes. 

Mas apesar do elogio, não há nada no filme que o torne memorável, então as expectativas não precisam ficar muito altas.

Não é preciso inovar

Muito falamos aqui na Vigília sobre a característica que muitos filmes hoje parecem compartilhar de querer “reinventar a roda”, quando poderiam, muito bem, contar histórias simples e diretas que nos entretenham o suficiente.

É o caso de muitos filmes de ação e de super-heróis, em que nos aliviamos (como em Besouro Azul, por exemplo) quando o plot principal do longa não envolve ameaças a níveis globais ou universais. 

No caso do terror, ao invés de buscar reinventar o gênero, muitas vezes basta entregar aquilo que esperamos: uma história suficientemente homogênea e razoável e, claro, sustos, medo, agonia e outras características que definem o horror. E é isso que temos em A Freira 2, que mesmo sendo um blockbuster genérico, se destaca positivamente em alguns pontos.

Alerta de Spoiler

Nesse sentido, A Freira 2 dá continuidade à história contada trazendo uma surpresa instigante sobre uma de nossas personagens. Há uma explicação para a “semi-mediunidade” de Irene, com suas visões recorrentes. Sua descendência percorre até Santa Luzia, a padroeira dos olhos e da visão. 

Jonas Bloquet retorna com seu personagem Maurice em A Freira 2
Jonas Bloquet retorna com seu personagem Maurice em A Freira 2

Um ponto interessante, que nos trouxe explicações maiores para as capacidades de Irene de lutar contra um demônio, além de uma explicação padrão de que ela poderia o fazer simplesmente por ser da igreja e cheia de fé – como em tantas outras histórias envolvendo religião, exorcismos e afins.

Vale destacar também algumas figuras que surgiram ao longo do filme, além da Freira assustadora que já conhecemos. Em determinado ponto, Irmã Debra e um grupo de meninas de um convento precisam fugir de uma personificação antropomórfica de um bode, que contou com uma caracterização sinistra e muito bem desenvolvida. Além dele, em outro momento, temos uma versão “upada” da Freira, no que carinhosamente acabei de apelidar de KaijuFreira ou MechaFreira (escolha a terminologia japonesa que preferir). Talvez algo desnecessário para a trama? Sim, mas também algo extremamente divertido de se assistir.

Outro ponto legal do filme foi o de podermos rever Anna Popplewell, a nossa Susan, a irmã mais velha de As Crônicas de Nárnia, que nos últimos anos não teve muitos papéis de destaque por aí. Sua personagem Kate, junto de Sophie (interpretada por Katelyn Rose Downey), desempenham uma parte fofa e importante na história.

Pra ver no cinema

Quem não gostou de A Freira 2, provavelmente estava com as expectativas completamente desalinhadas quanto ao todo, pois o que temos aqui é o que já tivemos em todo esse universo compartilhado de terror da Warner Bros. Pictures. Esperar algo diferente seria ingenuidade, ainda mais quando já tivemos uma produção anterior dessa história para nos basearmos.

Assim, quem curte terror nesse formato blockbuster, pode sim assistir A Freira 2 nos cinemas, para a imersão completa dos jumpscares. Com certeza ainda veremos mais da personagem por aí, então não deixe de conferir os próximos filmes da franquia.

Ah, e, se liga: o filme tem cena pós-créditos!

Veredito da Vigilia

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