Sandman, Netflix

Sandman: primeiras impressões

Uma adaptação há muito tempo sonhada (com o perdão do trocadilho) por fãs de todo o mundo chega nesta sexta-feira, dia 5 de agosto, na Netflix. Estamos falando da multipremiada Sandman, de Neil Gaiman. Uma das sagas em quadrinhos mais cultuadas e mais importantes das últimas décadas, a obra catapultou a nona arte para um outro patamar. É difícil até mesmo mensurar o tamanho dela para toda a cultura pop, já que ela colocou a literatura fantástica e gótica na pauta. Agora, Sandman ganha sua adaptação em live-action, algo que deve ter deixado muita gente apreensiva. Por sorte, Gaiman acompanhou tudo de perto, e o carinho imposto pelo autor, pode ser sentido por todos que derem o play na série.

Mantendo a essência e uma expressiva fidelidade à obra original, a produção da Netflix capricha no visual, subindo a régua média de suas produções. Podemos dizer que a mesma qualidade visual de hits como Stranger Things e Sweet Tooth, por exemplo, é vista por aqui. E manter a estética é metade do caminho. Além dela, o elenco vai bem em sua maioria, e nele residem algumas atualizações da obra, que vale lembrar, foi lançada em 1988. Ainda assim, comprova também que o universo criado por Gaiman estava realmente à frente de seu tempo. 

Para quem chegou agora em Sandman, é importante destacar: a história é uma mistura complexa de mitos e fantasias sombrias, entrelaçadas. Na série, são dez capítulos que acompanham as aventuras de Sonho/Sandman/Morpheus (Tom Sturridge) um poderoso ser cósmico que controla todos os nossos sonhos. Ele é capturado e mantido prisioneiro por mais de um século. Quando consegue sair, ele precisa viajar por diferentes mundos e linhas do tempo para consertar o caos que sua ausência causou. Já imaginou um mundo sem sonhos?

Todo este conceito é levado à risca nos primeiros episódios, que, se não são perfeitos, são absolutamente competentes. Mas vale o reforço: se você não gosta de literatura fantástica, talvez Sandman não seja a série para você encarar. Apesar de muitos personagens e conceitos jogados, no audiovisual há certas simplificações, afinal, a mídia permite e acelera o processo de leitura. Os showrunners são Allan Heinberg e David S. Goyer. O elenco conta com Boyd Holbrook, Patton Oswalt, Vivienne Acheampong, Gwendoline Christie, Charles Dance, Jenna Coleman, David Thewlis, Stephen Fry, Kirby Howell-Baptiste, Mason Alexander Park, Donna Preston, Vanesu Samunyai (anteriormente conhecida como Kyo Ra), John Cameron Mitchell, Asim Chaudhry, Sanjeev Bhaskar, Joely Richardson, Niamh Walsh, Sandra James-Young e Razane Jammal. 

E todo esse combo deve apontar Sandman como uma das boas séries do ano, principalmente em se tratando do inchado catálogo da Netflix. Sandman é realmente um sonho se tornando realidade, mas não tão essencial quanto seus próprios quadrinhos.

Veredito da Vigilia

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