Os Penetras 2 – Quem dá mais? | Crítica

Você gostou de Os Penetras? Torcia para uma continuação? Provavelmente você vai responder negativamente às duas primeiras perguntas. E talvez siga com a negativa na terceira. Precisava de uma continuação? Não. Realmente a produção não se justifica em um segundo sequer da trama. O cinema nacional, infelizmente sofre de uma síndrome de novelização de suas produções. Principalmente as de grande divulgação e público. Pior que isso, algumas dessas produções são a reprodução fiel de uma parte mais rasa do humor visto na televisão. Mas se você respondeu afirmativamente aos questionamentos, não se constranja em deixar seu suado dinheiro na bilheteria. Talvez esse filme tenha sido feito pra você.

Andrucha Wadington (você deve lembrar dele de “Eu, Tu, Eles”) é quem assina a direção, tal qual no primeiro, de 2012. O elenco também retorna. E a julgar por ele, o resumo da obra até poderia ser melhor: Eduardo Sterblitch, Mariana Ximenes (#Coramão), Marcelo Adnet e Stepan Nercessian comandam a festa. Só que a festa é enroscada, não flui, e a maioria das ações não se justificam. Olhando para a carreira de todos eles, sabemos que algo muito melhor poderia ser extraído dali. Mas, ao que parece, eles também não estão muito preocupados.

Sterblitch é um desses casos. Não é na interpretação que ele tem seus melhores momentos. Não aqui em Penetras 2, que ainda ganha o constrangedor subtítulo de “Quem dá mais?”. Talvez pelas situações embaraçosas (você também pode se ofender) as quais Beto, o seu personagem passe. Marcelo Adnet interpreta o canastrão Marco, e é o estopim da trama (se é que dá pra chamar de trama). Após dar o golpe em Beto, ele forja uma morte. Apenas uma justificativa para realizarem uma cena em um hospício e outra em uma igreja. Ambas com piadas ruins e bem duvidosas. A cena do hospício também é uma deixa forçada para incluir youtubers famosos. As tais participações especiais que estão ali só com a justificativa comercial. Segure-se a coisa só piora.

Da série: pra quê isso?

Com a mesma missão de aplicar golpes e “se dar bem”, o grupo volta a se encontrar acidentalmente em mais uma festa de leilão de artes (uau, será que não fizeram isso no primeiro filme?). Desta vez com a adesão de Danton Mello, na pele de Santiago. Aí dá aquela vontade de sair do cinema. Todos miram o ricaço russo (até isso é igual, ok, é proposital) durante o leilão. Mas o russo (Mikhail Bronnikov) se interessa por Beto e o leva a uma ilha particular. A gana dos golpistas só aumenta e eles vão atrás do “amigo” para tentar tirar uma casquinha. Enfim, é na ilha que temos o “ápice” do filme, em mais uma massaroca de situações bestas, das quais deixaria até mesmo o Zorra Total parecendo ser um bom programa de humor (ainda se baseando na versão antiga versão do programa de tv).

No final das contas, todos saem da ilha de mãos abanando. Não… péra! Mais originalidade está por vir: a cena pós-créditos. Agora vai né? Não. Ela não agrega nada e não deixa o filme menos ruim. Talvez até irrite mais o desavisado que tente voltar correndo para a sala de cinema. Os Penetras 2 estreia no dia 19 de janeiro em todo o Brasil.

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