MasterChef: sangue, suor e lágrimas

O capítulo dessa semana de MasterChef Brasil foi um acontecimento à parte. Tivemos de tudo e o título clichê desse texto não podia casar melhor com o que vimos. A torcida pelos competidores começa a tomar um rumo mais definido, assim como os reais candidatos à grande final.

Desta vez, não tivemos a famigerada e, até certo ponto, desagregadora prova em grupos. Os competidores precisavam se resolver sozinhos com a clássica caixa misteriosa. Dentro dela, alguns ingredientes bem delicados (#SQN), como bucho, cérebro, fígado, testículos de boi e afins. Nitidamente os competidores saíram de seus eixos, alguns com nojo e outros bem perdidos mesmo. A pressão pegou, principalmente com a chefe Paola, que ficou na bancada da frente e colocou literalmente a mão na massa. O fato divertido ficou com Yuko. A representante da culinária oriental quis usar pênis, pois ninguém estava usando, mas no final não deu muito certo e ela acabou indo de cérebro e coração mesmo. “Não vou servir pênis duro”, divertiu-se.

Paola, como era de se esperar, mostra seu prato para os chefes e é obviamente super elogiada (né?). Os destaques acabam sendo Aderlize, Ana Luiza (pela segunda vez consecutiva, e dessa vez com o melhor prato), Leo (sempre ele) e Yuko completaram os quatro melhores pratos. Escolhidos os destaques, sobrou a temida prova de eliminação aos demais candidatos.

Sangue e interrupção

Com a missão de seguir uma comida temática da Região Norte do Brasil, os onze competidores restantes encaram novamente a cozinha do MasterChef. Mas tivemos alguns agravantes. Fabrizio, Douglas e Mirian começam a prova QUINZE minutos depois dos demais como castigo. Eles foram os piores da prova anterior. Tenso né?

Mas o inesperado é um ingrediente bem presente no programa. Vitor Bourdignon (que vem sendo um cozinheiro bem esforçado durante a temporada), conseguiu cortar um pedaço do dedo e inviabilizou sua participação na prova. Um choque, não só para o competidor, que, sangrando muito teve que interromper seu prato. Aderlize se assusta com o sangue e quase desmaia ao ver a situação. Os que seguem em prova também se mostram desestabilizados. Nayane deixa pegar fogo em um papel e tudo parece estar bem bagunçado. Ninguém sabe o que vai acontecer com Vitor Bourdignon.

Passado o turbilhão de emoções, os cozinheiros são julgados com ajuda do chef convidado, Vitor Castanho, especialista da culinária do norte. E quem se dá bem é Valter, o pragmático manezinho da Ilha, que com sua simplicidade segue sendo um bom candidato. Débora e Fabrizio seguem com ele direto para o mezanino. E agora, vamos aos piores. E a situação de Vitor “dedo cortado” Bourdignon segue uma incógnita.

Enquanto isso, outros competidores são salvos. Aqueles que ficaram na média vão ficando aliviados. Até que então, Vitor Bourdignon é chamado novamente. Ana Paula Padrão diz que essa é uma situação muito diferente. E pela primeira vez no MasterChef Brasil, um candidato terá a chance de terminar seu prato sozinho, diante todos os competidores. Vitor aceita o desafio, ele quer aproveitar a oportunidade e não pretende abandonar o programa tão cedo. Para isso, ele terá o tempo de prova que lhe sobrou após ter fatiado o polegar. Uma decisão justa e considerada correta até mesmo pelos demais participantes. Ninguém quer continuar na prova porque alguém acidentalmente não conseguiu cozinhar.

E, apesar de toda a função e da seguida intervenção dos competidores dizendo para Vitor B. o que ele deveria fazer, ele acabou se saindo muito bem. Seu prato foi muito elogiado pelos chefes jurados. Uma volta quase triunfal do garoto.

Mas MasterChef não é novela e os seus finais não são felizes. Os piores pratos ficaram com Michele, Mirian e Douglas. E no final, quem disse adeus ao programa foi o gaúcho Douglas Heller. Uma escolha justa, já que poucas vezes ele se destacou pela sua culinária. Apesar da criatividade destacada pelos jurados, seu prato “não dava pra comer”, segundo Paola. “Teve técnica, mas não teve sabor”. Mesmo com lágrimas nos olhos, Douglas saiu bem do MasteChef. Além dos amigos, que também choraram no mezanino, ele confessou: “Cozinho apenas há um ano e meio, e ficar no top 15 já foi uma grande vitória”. Só podemos concordar.

O texto de hoje tem a colaboração de Débora Malta Martins e Greice Haas Eltz

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