MasterChef Profissionais: final cheia de criatividade, lógica e emoção
“Criatividade, lógica e emoção”. É isso que Jacquin pediu no início do programa. E SPOILER: isso aconteceu. O final da temporada mais técnica e mais bonita de assistir de MasterChef Profissionais aconteceu na terça-feira, dia 5 de dezembro e, como não podia ser diferente, foi bonita de ver.
Como sempre, os dois finalistas, Francisco e Pablo, tiveram que executar um menu degustação. Francisco batizou o seu de “Trajetória do Herói” e arrancou uma piada de Pablo. “Vai lá, vou jogar minha Kryptonita”, disse o concorrente. Por sua vez, Pablo batizou o seu de “Do lixo ao luxo” e foi questionado se esse nome teria alguma relação com a sua trajetória no programa. Pode ser que sim.
Rapidez de movimentos e takes em câmera lenta deixaram o programa visualmente muito bonito. Francisco, logo no início, fez tantas preparações que deixou os concorrentes já eliminados e os jurados chocados. Fogaça inclusive pontuou isso. “Olhem quantas coisas Francisco já tem prontas”, ressaltou o chef.
Na hora de preparar os pratos, Francisco parece super concentrado, mas Pablo resolveu fazer muitos e muitos processos e acabou se perdendo. Não conseguiu chegar no ponto do nhoque e passa um “suador”. Francisco estava com “a mão furada” e deixou muitas coisas cairem durante a preparação. Mas o mezanino tava com ele e ajudou na hora de fazer a espuma, principalmente Angélica que declarou “você é meu orgulho, Francisco”. A torcida de Raíssa também ia toda para o experiente chef.
Porém, na hora de provarem os pratos, os jurados declararam que esperavam mais. Em primeiro lugar, Francisco colocou farinha no foie gras. Quando questionado, explicou que pesquisou e viu que Jacquin colocava. O chef disse que não colocava, mas que podia sempre copiar ele. A segunda entrada, com feijão e camarão, agradou mais os jurados, que elogiaram muito. Pablo apresentou algo muito esquisito. Tanto que Jacquin disse “se você não me falasse o que é, eu não ia saber o que era essa m@#$%” (#bapho). “O prato tem mais conceito que sabor”, começou o julgamento de Paola. O segundo prato de Pablo foi só elogios. Então, tudo parecia igual (mas com uma ligeira vantagem para Pablo).
Como na primeira prova, Francisco continua sendo uma máquina de organização e Pablo apenas com uma panela fogo no início. Mostrando humildade, Francisco escuta Angélica e Raví durante a prova, com algumas dicas que os dois deram. Porém, ele parece começar a se irritar. Ele deixou a geladeira aberta e vários avisaram. “A geladeira aberta é o menor do meus problemas agora”, retratou um quase grosseiro Francisco. Isso fez com que grande parte do mezanino trocasse de lado e começasse a torcer por Pablo. Francisco derruba uma panela (que ele não precisava mais do conteúdo) e Pablo derruba o molho dele, sem querer, dentro da pia. O nervosismo começa a tomar conta dos dois participantes. A coisa toda foi tão tensa que depois da contagem, os dois se abraçaram.
Ahhhh, a acidez. Ela fez falta num dos pratos de Pablo, mas não faltaram elogios ao chef. Para Francisco, faltou Tômpero. Mas o deslize foi apenas no primeiro prato. No segundo, ele arrancou muitos elogios de Jacquin e escutou “Você é um clássico igual a mim”.
Não foi fácil, o sofrimento de todos foi grande. Porém, no final, ambos conseguiram entregar as suas sobremesas. Francisco é o primeiro a ser chamado, mas em um ato de grandeza, deixa Pablo apresentar primeiro, já que o competidor tinha sorvete. Jacquin considerou a atitude muito profissional. Para começar, o Romeu e a Julieta retornaram. Mas em forma de sorvete e com uma apresentação lindíssima. A segunda sobremesa, poderia ser um café da manhã. Era um sorvete de pão na chapa e café com leite. Toda uma historinha sobre Minas Gerais foi contada, mas o troço parecia muito esquisito. Porém, pela primeira vez, vimos Fogaça chorar de emoção. “Tô meio com raiva de você. Por que você não fazia isso quando trabalhava comigo?” “Porque você não deixava”. Esse foi o diálogo entre Jacquin e Pablo, que finalizou a participação dele no Masterchef.
“Eu vou ter que mudar de nome. Eu disse que se gostasse dessa sobremesa, eu iria trocar de nome e terei que escolher. Talvez Carmelita, quem sabe”. Paola começou a avaliação de Francisco assim. A outra sobremesa tinha cachaça, caju e chocolate. E levou muitos elogios, surpreendendo os chefs novamente. Uma das cenas mais engraçadas dessa temporada foi quando Paola estava julgando Francisco e Jacquin roubando o restinho da sua sobremesa. No balanço final, a teoria da edição se confirma e não sabemos quem levou a melhor.
Apesar da experiência, da superação, de todo profissionalismo de Francisco, a ousadia e duas sobremesas irretocáveis, fizeram de Pablo o grande vencedor dessa edição de MasterChef Profissionais. A trajetória do participante foi de muitas vitórias, muitas idas ao mezanino e até o final, mostrou humildade. Inclusive, depois de vencer, teceu diversos elogios ao concorrente do último dia.
Caso você tenha perdido algum episódio, as críticas comentadas podem ser lidas aqui na Vigília. E na semana que vem, a Band exibirá um especial com o melhores momentos das duas últimas temporadas de MasterChef.

Foi um belo duelo!!!…E nessa final além de tudo aprendi de onde veio a expressão “feito nas coxas”…MasterChef também é cultura…. 😀