Masterchef, o melhor da TV aberta

Hoje em dia está bem difícil achar alguma coisa legal na programação da TV aberta. Apesar das produções caprichadas das novelas, é difícil manter o foco em algo nesse tempo de internet. Nem as incursões dos grandes astros da comédia brasileira estão conseguindo cativar. Streaming é o caminho. Porém, existe um programa que nos faz olhar no relógio e ligar a TV nas terças-feiras, às 22h30: o Masterchef Brasil!

Gostamos do formato do programa, surtamos nas provas e torcemos (à favor e contra) os participantes. Essa formato de reality show, que é baseado no original da BBC de Londres, consegue nos prender na frente da telinha por longas horas (sim, porque cada vez mais eles prolongam o programa, tá terminando quase à uma da manhã!).

Tudo bem, temos que combinar que nos outros países os cozinheiros parecem muito mais prontos. Aqui no Brasil o jeitinho brasileiro impera e vemos cada coisa que não tem explicação. Jamais esqueceremos da lasanha de presunto e queijo da Iranete ou da sobremesa de beterraba da Bruna (na dúvida, faça PUDIM!). Mas isso também traz uma mistura de charme e comédia, o que é fundamental para este tipo de programa.

Nessas três temporadas que passaram, nossa torcida só foi frustrada na segunda. Fomos #teamElisa na primeira, #teamRaul na segunda e #teamLeo na terceira.

A terceira temporada

Na terceira temporada, já pegamos raiva logo de cara do arrogante Guilherme, que desafiou os chefes na primeira “audição” e acabou entrando. Mas temos que dar nosso braço à torcer, afinal o cara mostrou que podia ser gente boa e mostrou muita humildade durante sua participação. Apesar de ter sido o programa com o maior número de participantes (foram 21, 3 a mais que a segunda temporada), foi a vez que tivemos menos carinho pelos competidores. A Paula era uma chata, o Lee era confuso, a Bruna foi arrogante até o final, a Gleice era uma choradeira sem fim. Poucos se salvaram e mereceram nosso voto. Gostávamos das loucuras do Aluísio, das trapalhadas do Fernando e dos pratos ousados do Leo. Inclusive, acreditamos que esse seja o programa com o menor nível técnico entre os competidores. Todo mundo era muito inexperiente e fizeram comidas ruins até o final.

A segunda

Se a terceira temporada não teve nenhum participante que nos cativou, na segunda, em compensação, queríamos torcer por quase todo mundo. As personalidades eram mais fortes (mas a choradeira era bem recorrente por causa disso, principalmente vindo da campeã Izabel). Ficamos bem chateados com a final. Queríamos que o Raul vencesse, porque apesar dele empratar tudo faltando 10 segundos, ele era uma das pessoas mais cativantes e ousadas naquela cozinha. E vemos que isso respingou pra fora do programa. Agora ele faz um especial antes de começar o episódio novo de Masterchef. Uma pena que ele seja um péssimo apresentador. Nossa torcida também ia para a Jiang (depois dessa temporada, nunca mais falamos purê, agora é só pulê, flango e cebora). A chinesinha era uma querida e nos trouxe momentos impagáveis na cozinha.

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Tivemos também a Iranete e sua fatídica lasanha, o “Comandante Hamilton” que cozinhava coisas estranhas e justificava que “faria isso para os seus filhos” e o bahiano Cristiano, que tretava com todo mundo em todos os episódios. Foi uma baita temporada.

A primeira

A primeira temporada foi vencida pela Elisa (coramão pra ela), sem surpresa alguma. Ela foi a melhor participante do início ao fim e protagonizou com o pai uma das cenas mais legais do final do Masterchef. Resolveu servir de sobremesa um Romeu e Julieta desconstruído, mas precisou da ajuda do pai para  abrir o vidro de compota. Depois do susto, tudo se resolveu e voltou a normalidade.

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Essa temporada foi a que teve a disputa mais acirrada, afinal todos pareciam mais preparados. Eram sempre bons pratos servidos e menos desastres, como foi na segunda e, principalmente, na terceira temporada. Mas conseguimos também dar boas risadas com as trapalhadas de Mohamad, o alívio cômico da vez.

No final do ano passado tivemos um programa especial onde o time da primeira temporada, liderado pela Elisa, enfrentou o time da segunda, sob o comando de Izabel. Nem precisamos comentar que, apesar de toda energia e alegria do Raul, o time que abriu os trabalhos do Masterchef no Brasil ganhou de lavada  da segunda temporada. E nesse programa tivemos uma das cenas mais comentadas da história do Masterchef: quando Paola decidiu cobrar o participante Lucas (porra Lucas!) de uma recusa de proposta de emprego. Foi tenso. Uma mijada em rede nacional. (Assista abaixo)

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Os jurados

Os jurados são outro caso a parte. Os chefes Paola Carosela, Érick Jaquin e Henrique Fogaça comandam o programa, julgando, mas diversas vezes ensinando os participantes. A argentina Paola, chef e proprietária do Arturito, volta e meia protagoniza cenas que viram memes rapidamente na internet. Ela é intensa, ri, chora, xinga, elogia. É a que mais participa entre os três.

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O francês Jacquin é caricato. Ele precisa ser dublado o tempo todo, mas é o que mais conseguimos perceber se está gostando ou não de um prato que foi preparado: se ele curte, ele come quase tudo e às vezes parece que não vai deixar para os outros. Ele resmunga muito, o que faz com que ele seja o mais chato de todos.

O único brasileiro do grupo, Fogaça, é o mais firme dos chefes, mas é quem dá as dicas mais legais. Ele fala grosso, xinga, mas explica e parece ser bem gente boa. Curtimos ele.

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O que nos incomoda, de verdade, é a presença a apresentadora Ana Paula Padrão. Tem episódios que ela só quer chamar os holofotes para si mesma e acaba atrapalhando o andamento das coisas com os seus comentários inoportunos.

Esperamos que a próxima temporada, que já está com inscrições abertas para cozinheiros profissionais, nos apresente pratos mais elaborados tipo o que vemos nos outros países. Mas que não deixe de lado esses alívios cômicos, que deixa o programa mais leve. Estamos na expectativa!

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