Lilo, Lilo, Crocodilo: um musical para toda família

Baseado em uma série de livros para infância publicados nos anos 1960 e escritos por Bernard Waber, Lilo, Lilo, Crocodilo é o filme perfeito para levar a família toda ao cinema e se divertir muito. Com nomes conhecidos, muita música boa e um roteiro despretensioso, mas envolvente, Lilo, Lilo, Crocodilo tem aquele gostinho de Sessão da Tarde que vai te encantar.

A história começa com Hector P. Valenti (o excelente Javier Bardem). Ele é uma espécie de mágico – ou seria trambiqueiro? – que precisa encontrar um novo número para convencer as pessoas. Mas essa tarefa parece impossível. Até encontrar um filhote de crocodilo que… canta! Isso mesmo. Seus olhos brilham e Lilo vai para casa com ele. Mas nem tudo que acontece daí para frente é fácil e Lilo acaba abandonado no sótão de uma casa.

Meses se passam até que a família Primm (formada por Constance Wu, Scoot McNairy e Winslow Fegley) se muda para Nova York e encontra esse morador antigo e curioso em sua casa. E essa é a hora em que o roteiro do filme consegue mudar seu rumo, empolgar e emocionar.

Josh (Winslow Fegley) é um menino com muitas questões. Asmático, medroso e até mesmo ranzinza. Ele é inseguro e não está encarando bem a mudança para sua nova vida e nova cidade. Equanto isso, a Sra Primm, sua mãe (Constance Wu) mudou completamente seu foco de trabalho depois que casou com Sr. Primm (Scoot McNairy) e resolveu se dedicar à Josh. Ela é uma ótima mãe, mas gosta de controlar toda vida de sua família baseada em planilhas e tabelas. E agora que Josh está crescendo, Sra. Primm se encontra perdida.

Isso tudo até a família descobrir Lilo. De uma forma muito interessante, Lilo usa sua música, seu dom, para dar ânimo, coragem e oferecer à cada personagem do filme as ferramentas para acreditarem mais em si. Lilo provoca eles para que, cada um, possa viver com sua verdadeira personalidade e revelar o melhor que eles têm. Na verdade, Lilo mostra que a força está dentro de cada um de nós. Muitas vezes, precisamos apenas de um empurrãozinho (e nem precisa ser de um crocodilo cantante) para voltarmos à nossa essência.

Javier Bardem, anti-herói que precisávamos em Lilo, Lilo, Crocodilo
Javier Bardem, anti-herói que precisávamos

Javier Bardem consegue fazer um anti-herói. Ele não é um vilão, ele é apenas um ser humano. Que erra, que tem suas falhas, que, quando precisa, é corruptível. O personagem é profundo e interessante e ocupa o tempo em tela necessário.

Tecnicamente, Lilo, Lilo, Crocodilo é um filme muito solar. A fotografia é interessante, a representação gráfica de Lilo é bem feita e cativante e os números musicais são orgânicos. Para os jornalistas, na sessão que assisti, o filme veio dublado e pudemos tirar uma grande dúvida: mesmo com o idioma sendo em português, conseguimos escutar Shawn Mendes cantando. As músicas do filme (que são ótimas, por sinal), são dubladas.

Lilo, Lilo, Crocodilo é feito para todos os públicos. As crianças e os adultos vão rir e se divertir com o filme, mas, principalmente os adultos, vão se emocionar quando entenderem a temática que Lilo representa. Quando o filme acaba, é impossível não ficar com um gostinho de “quero mais”. Aguardamos o segundo longa!

A Vigília recomenda Lilo, Lilo, Crocodilo que estreia dia 2 de novembro nos cinemas!

Veredito da Vigilia

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