Kong: A Ilha da Caveira | Veredito com Spoilers

Um gorila gigante chegou para tirar um mutante com ossos de adamantium do topo das bilheterias brasileiras. Kong: A ilha da Caveira é tudo que se espera de um grande blockbuster. Um grande elenco, um ótimo visual, um monstro gigante, uma trama divertida que se basta, uma excelente trilha sonora e o início de um universo que não termina após a cena final (nesse caso, na cena pós-créditos mesmo).

De igual às tramas anteriores envolvendo King Kong, apenas a ideia de que eles precisam ir até uma ilha desconhecida. Para essa justificativa, como estamos nos anos 70, a Guerra Fria é uma boa desculpa para que os americanos possam investir em algo antes dos russos. E aí entra a empresa dos personagens Bill Randa (John Goodman) e Houston Brooks (Corey Hawkins), que nada mais é do que a Monarch (não confundir com a fábrica de bicicletas). Pegaram a referência? Exatamente, para os mais atentos já temos o laço que nos une ao universo de ninguém menos que o gigante Godzilla! Segure-se ainda mais na poltrona.

Vem aqui seu mutante nanico…

Ou seja, a então missão desconhecida, para alguns não é tão misteriosa assim, e eles sabem o que estão fazendo. Principalmente os personagens Brooks e San (Tian Jing), que parecem ser os mais dispersos. Na ilha, após dar de cara com um ataque de Kong e cenas incríveis de embate, os investigadores e os militares que os escoltavam acabam caindo em pontos opostos da ilha. Um é recebido pelo veterano de guerra que está há mais de 30 anos no local, Hank Marlow, personagem do ótimo John C. Reilly, mas os soldados, liderados pelo comandante Preston Packard (Samuel L. Jackson), que não sabe viver fora da guerra, acabam batendo de frente com os piores perigos, e, por vingança, querem acabar com Kong.

Elenco de Apocalipse Now… ops, quer dizer, Kong: A Ilha da Caveira

O grupo do intrépido (mas nem tanto) James Conrad (Tom Hiddleston) e da fotógrafa Mason Weaver (Brie Larson) cai junto dos melhores anfitriões: Marlow e um povo indígena que vive na ilha e venera seu protetor, que é ninguém menos que Kong. E ele avisa. Kong é um adolescente, ainda está crescendo (!). E, além de ser o dono da ilha, é o ser que mantém o equilíbrio do seu ecossistema e cadeia alimentar. Afinal, temos os “lagartos da caveira”, assim batizados por Marlow, espalhados em um lado da Ilha da Caveira. Marlow é também responsável pelos melhores momentos de humor, que oscilam entre serenidade e insanidade (é ótimo). E os tais lagartos foram responsáveis por acabar com a família de Kong. O gorila gigante consegue vencê-los enquanto ainda são pequenos, mas há um “grandão” que ainda não deu as caras.

Monstros gigantes

Algumas das sub-tramas do filme são muito boas, principalmente a do grupo de soldados, com várias brincadeiras que são possíveis a partir de uma turma que estava saindo da Guerra do Vietnã, mas de última hora fora lançada à própria sorte em uma ilha cheia de monstros gigantes. Uns inofensivos, mas muitos deles mortais. A piada e as sacadas com a carta que o personagem Chapman (Toby Kebbell) escrevia para o filho dão um tom interessante para a unidade do grupo. Mesclado entre veteranos Packard e Cole (o também ótimo ex-chefe da Agent Carter no seriado, Shea Whigham), e novatos, eles são responsáveis pelo tom meio Apocalypse Now, amplamente homenageado pelo diretor (um grande nerd também) Jordan Vogt-Roberts.

O tom imposto por Roberts é certeiro, com muitas cores, muitas cenas bonitas, com fogo, reflexos, e claro muita ação com a câmera indo para todos os lados. Não à toa, o filme foi feito para ser visto em IMAX. Kong e os monstros estranhos merecem ser vistos em todo seu esplendor. A pegada anos 70 é marcante também, sendo a porta de entrada para uma trilha sonora com a presença de Black Sabbath, Creedence Clearwater Revival, Iggy Pop e até mesmo um Jorge Ben Jor. Pode ter certeza que você vai se empolgar com elas.

Os combates

Embora um blockbuster “família”, humanos podem ser dizimados facilmente por seres gigantes. Seja sendo jogados para longe, sendo esmagados com um pisão, ou mesmo engolindo uma perna de uma aranha gigante. Os embates são incríveis, e os combates de Kong contra os lagartos gigantes são excelentes. Afinal, isso tudo é um ensaio para um encontro ainda maior. Não esqueçam da empresa envolvida com Godzilla.

Vai encarar?

Mesmo tentando acabar com Kong, Packard e seu grupo são interrompidos por Conrad e o grupo que sabe que Kong não pode ser morto. Mas Packard é interpretado por Samuel L. Jackson, e por isso ele ganha as falas loucas de sempre, com direito a muitos palavrões. E ele até consegue tombar Kong. Mas, Kong está crescendo e Kong é rei. Por isso, Packard é finalmente (e merecidamente) esmagado pelo dono da ilha. Agora, Kong precisa lutar contra o “grandão”, e não vai fazer cerimônias em usar árvores como porretes e antigas embarcações e correntes para sentar a lenha no lagartão! É briga de gigantes como a gente gosta de ver!

O pós-créditos

Passado o trauma e vencidos os inimigos. Todos voltam felizes para suas casas. Até mesmo Marlow, que depois de 30 anos vai conhecer o seu filho, em mais uma sub-trama encerrada com sucesso pelo filme. Não gratuitamente começa a tocar a música “We’ll Meet Again”, que serve tanto para o personagem, quanto para o universo Kong e os espectadores. Deixe todas as letrinhas subirem, pois “nós vamos nos encontrar novamente”.

Conrad e Weaver (Hiddleston e Brie Larson) estão sob interrogatório. Os estudiosos Brooks e San (lembra deles) são os responsáveis. Eles querem extrair tudo o conhecimento visto na ilha, e claro, com uma finalidade ampla. Em arquivos, eles mostram que não é somente na ilha que temos seres gigantes. ALERTA DE SPOILER NÍVEL HARD: os arquivos mostram pinturas rupestres não só com a reprodução de GODZILLA, mas todos os seus inimigos clássicos também. Falta só o Ultraman (brincadeira). Cabeças explodindo nesse momento! E atenção, em 2019 teremos Godzilla: King Of Monsters nas telonas! E em 2020… sim, o encontro dos gigantes fica para 2020!

 

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