Jane The Virgin – 2ª Temporada | Crítica

Após o final da primeira temporada, com a nossa protagonista sendo separada de seu bebê, fruto de uma inseminação artificial acidental, Jane The Virgin retornou à Netflix, com a sua segunda temporada.

Crítica por Bruna Monteiro

São 22 episódios com MUITA coisa acontecendo. Ainda mais do que na temporada anterior. Essa série de comédia que acompanha a vida de uma jovem de 23 anos que fez uma promessa de somente fazer sexo após o casamento, fez jus ao estilo sugerido logo nos primeiros episódios: um formato de telenovela, cheio de reviravoltas absurdas e amores implacáveis.

O tempo passa ainda mais rápido, acompanhando um ano de acontecimentos. Vemos Jane (Gina Rodriguez) criando laços com o pequeno e fofíssimo Mateo, seu filho. É uma relação muito bonita e verdadeira sobre as maravilhas e os contratempos de ser mãe, ainda mais com a nossa protagonista não estando junto ao pai do seu filho, Rafael (Justin Baldoni), ou do seu ex-noivo, Michael (Brett Dier). O triângulo amoroso fica tenso em diversos momentos, separando nós fãs em #TeamMichael ou #TeamRaf, deixando o pobre coração de Jane em uma montanha russa de emoções.

Temos também uma Petra (Yael Grobglas) muito mais madura e aberta para um relacionamento com Jane, apesar de fazer uma escolha bem peculiar quando descobre que ainda havia uma amostra do sêmen do ex-marido na clínica de fertilidade. Vemos o quão complicada a relação com a sua mãe pode ser, além de algumas surpresas com Milos e o surgimento de uma parente extremamente familiar.

Os flashbacks são sempre um momento de calor no coração, quer se tratem de uma pequena e ambiciosa Jane ou do passado de Alba (Ivonne Coll) com seu marido Mateo, quando chegaram aos Estados Unidos. Falando na Abuela, descobrimos um pouco mais sobre a sua juventude, um amor perdido e a chance de finalmente poder dizer-se cidadã americana.

Rogelio (Jaime Camil) e Xiomara (Andrea Navedo), por outro lado, continuam sendo o meu casal favorito. Nessa temporada eles passam por diversas situações em que necessitam provar o seu amor, apesar de as coisas nem sempre serem como gostaríamos que fossem. Descobrimos um lado bem mais profundo de Rogelio, que por vezes encontra-se extremamente nervoso ao pensar em todos os anos em que esteve longe de sua filha e, por isso, sempre faz de tudo para provar o seu amor por Jane.

Não pense que as reviravoltas criminosas envolvendo o quase amaldiçoado hotel Marbella acabaram. Pelo contrário, recebemos diversas informações a respeito de Sin Rostro e de um outro chefão de crime em Miami, o que leva Michael a algumas complicações como detetive da polícia e o hotel a um quase colapso por conta da mídia ruim em torno dos crimes.

Já Jane esteve envolvida com atividades como professora auxiliar e em complicações com professores conselheiros, o que me lembra que entre Michael e Raf surgiram outros casinhos de amor. O mais complicado para a nossa protagonista foi tentar equilibrar o seu trabalho/estudos com a vinda de um bebê. Toda essa questão foi muito bem desenvolvida pelos roteiristas, que nos mostraram que uma família é quem cuida e ama, independente de quantos membros e de quem a constitui. O foco mais importante, portanto, sempre deve ser o filho, aqui representado por Mateo.

Jane ainda aprendeu sobre o Teste de Bechdel, muito utilizado atualmente para julgar um filme ou outra obra a partir de suas personagens femininas. Por mais que o livro de Jane tenha sido reprovado no Teste, assim que ela o descobre, temos diversos exemplos em todos os episódios de como a série em si passa com muito sucesso.

A nossa protagonista finalmente escolheu entre Rafael e Michael e está pronta para ir até o fim. Será que é hora de a promessa se cumprir?

O final da temporada foi extremamente cliffhanger, deixando os telespectadores com o coração na mão em uma cena de tirar o fôlego. Vidas estão em jogo: um personagem muito querido poderá nos dizer adeus, uma mulher está praticamente em coma e um criminoso retorna com toda a força. Só nos resta esperar pela vinda da terceira temporada na parceria de conteúdo da CW e da Netflix. Nos EUA, ela já está em seu quarto ano.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *