Laís Bodansky fala sobre dificuldades da mulher contemporânea

Nos cinemas de todo o Brasil, Como Nossos Pais, da diretora e roteirista Laís Bodansky, é um sucesso de crítica. Mesmo perdendo bilheteria para outros filmes, como o também nacional, Bingo – O Rei das Manhãs, consagrou-se como uma obra delicada ao tratar sobre assuntos familiares e das dificuldades da mulher contemporânea.

Rosa (Maria Ribeiro), protagonista da história, está no meio de um casamento em crise, possui um relacionamento conturbado com sua mãe, tem duas filhas e sonha com uma mudança de profissão. Na coletiva de debate sobre o filme no 45º Festival de Cinema de Gramado, a roteirista comentou que diversas mulheres trouxeram para as redes sociais trechos do filme, identificando-se com os sentimentos e as dificuldades da personagem.

Nesse âmbito, a diretora falou com exclusividade para a Vigília sobre a relação entre as atitudes de Rosa com o comportamento das mulheres nos dias de hoje, que, segundo Laís, estão percebendo que é impossível corresponder ao imaginário da “Super-Mulher”, aquela que faz tudo com excelência e aguenta todos os fardos.

Bodansky reforça. “Acho que hoje esse é um grande dilema da vida das mulheres: como dar conta de tudo? E eu acho que o que a Rosa descobre e que todas nós já descobrimos na prática é que isso é absolutamente impossível, não dá. Não existe a ‘mulher polvo”.

Confira abaixo o vídeo com o depoimento de Laís Bodansky sobre as revoluções de Rosa, contrastadas com a realidade de ser mulher.

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