Cobra Kai quinta temporada crítica

Cobra Kai 5: a melhor série óbvia de todas

Dar o play em Cobra Kai 5 é como entrar em uma sala de estar. É como chegar em um lugar confortável. Um refúgio onde você estará seguro e nada vai dar errado. A quinta temporada comprova isso, replicando a fórmula do mesmo modo que acompanhamos desde a estreia da série, ainda como uma produção original do YouTube. Agora na Netflix, o orçamento não parece tão alto, mas tudo segue sendo atraente. Personagens que gostamos, vilões que odiamos, tramas e confusões que já vimos e vão se repetindo, alterando alguns peões no tabuleiro aqui e ali. Mas nada disso joga contra. Eu assistiria Cobra Kai em looping sem qualquer problema, afinal, no mundo dos dojos e da rivalidade sem fim, encontramos esse refúgio. Aquele lugar quentinho que nem precisa ser excelente em técnicas e precisões. Só precisa manter o nível de cumplicidade e inocência que vem lá dos anos 80 e da primeira adaptação dos personagens criados por Robert Mark Kamen. E essa essência é mantida ano após ano.

É interessante percebermos tudo isso. Por mais básica que seja a trama, continuamos nos envolvendo com tudo e até mesmo passando pano para algumas repetições. Agora, depois de “perderem” o torneio regional para o Cobra Kai, o Miyagi-do e o Presas de Águia precisam se refazer e impedir que o império de Terry Silver (Thomas Ian Griffith) cresça ainda mais. Para isso, Daniel LaRusso (Ralph Macchio) e Johnny Lawrence (William Zabka) terão a presença sempre marcante de Chozen (Yuji Okumoto). Diga-se de passagem, uma das melhores aquisições do elenco. Sua figura um pouco “perdida” sempre rende ótimas piadas. Mas claro, se o lado bom se une, o lado do mal também acha vários aliados. Meio genéricos, mas acha.

E refazendo e (sempre) aumentando o nível dos problemas entre núcleo adulto e adolescentes, Cobra Kai ainda consegue surpreender pelas atitudes de Silver. Thomas Ian Griffith é realmente um bom vilão nas esferas de ameaça física e psicológica. Mas, não podemos esquecer de John Kreese (Martin Kove). Ele ainda vai dar as cartas em determinados momentos. Suas passagens dentro da prisão vão garantir momentos interessantes com alguns mais “farofa”, mas tudo dentro da proposta da série, que, vale dizer, nunca nos engana. No meu caso, o nível de intimidade com tantas figuras de Cobra Kai me fez até mesmo completar frases (sem nunca ter assistido a temporada) antes mesmos personagens. Isso já aconteceu com vocês?

E Cobra Kai ainda é atraente para a nova geração. Miguel (Xolo Maridueña), Samantha (Mary Mouser), Robby Keene (Tanner Buchanan), Eli/Falcão (Jacob Bertrand), Dimitri (Gianni DeCenzo) estão no ápice de suas relações e rivalidades (?) com Tory Nichols (Peyton List) e o novato Kenny (Dallas Dupree Young). Finalmente temos os momentos que imaginamos desde a primeira temporada. E para isso acontecer, são necessárias novidades que evoluem a relação entre Johnny e Carmen (Vanessa Rubio). O tempero entre eles e o constante vai-e-vém de amizades garante aquele ar de “quando será que eles vão se resolver”. Bom, acho que já dei um quase spoiler por aqui, mas…

Cobra Kai e seu momento Top Gun
Cobra Kai e seu momento Top Gun!

Apesar do protagonismo do Miyagi Do e de Daniel LaRusso, Johnny Lawrence segue sendo de longe o melhor personagem (e o mais engraçado). Inclusive ele garante novos momentos estilo “Top Gun”, filme que invariavelmente faz referência ao longo das temporadas. Não é nada, mas é um momento que vai arrancar um sorriso no seu rosto. E no final de tudo, Cobra Kai nos deixa no mesmo lugar que colocou no início da temporada. Um lugar confortável que nos fará voltar em um ou dois anos aqui para voltar a elogiar a sexta temporada. É uma série perfeita? É claro que não. Continuarei assistindo? Com toda certeza.

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Veredito da Vigilia

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