O cavaleiro da lua trailer

As Piores Séries de 2022

Ufa, vamos chegando ao fim das nossas listas de final de ano. Então, é hora de passar a régua nas piores séries de 2022. Como a briga dos canais está cada vez maior e a quantidade de produções também, tudo contribui, e muito, para uma lista como essa. Reunimos aqui aquelas em que foi preciso ser muito, mas muito guerreiro para chegar até o final. 

Vamos lá:

Resident Evil: A Série (Netflix)

Começamos pela unanimidade. Desconfie de algum portal, jornalista ou criador de conteúdo que não tenha colocado Resident Evil: A Série em suas listas de piores do ano. É tanta coisa ruim numa série só que vamos apenas resumir a sofrência na fatídica cena em que a vilã principal começa a cantar e dançar. Gente, sério, o que os roteiristas, produtores, diretores e atores beberam antes de fazer isso? Se alguém souber, avisa aí, por favor. Quem quiser ver nossa sofrência, também temos a crítica em vídeo, onde já alertávamos que essa seria a pior série do ano!

The Umbrella Academy (Netflix)

The Umbrella Academy é sempre um tema interessante. A primeira temporada foi boa. A segunda foi ainda melhor, mas a terceira deu aquele ar de cansaço. Aquela sensação de que já vimos isso antes e de “estamos enchendo linguiça” por aqui. Os personagens seguem os mesmos, os atritos também. Então, a terceira temporada, apesar de ser bem regular, deixou bastante a desejar. Não por acaso, a próxima deve (acertadamente) ser a última.

Cavaleiro da Lua (Disney+)

Imagine você, fã de quadrinhos, ter a noção de que a Marvel Studios está fazendo uma série do Cavaleiro da Lua. Irado, insano, empolgante. Imagine agora que ninguém menos que Oscar Isaac foi escalado para o papel principal. Ah, pois é. A expectativa, a maldita expectativa, vai lá pro alto. Mas, todavia, entretanto… a produção acabou entregando uma série que ao invés de ser bem pés-no-chão, acabou entregando até mesmo briga de kaijus. Mesmo que com (poucos) ótimos episódios, Cavaleiro da Lua nos prometeu muito mais, e sendo média, acabou frustrando demais. Alguns personagens pedem não só ousadia, mas um degrau acima da média Marvel. E não foi dessa vez.

Mulher-Hulk (Disney+) 

E se a expectativa é a inimiga da realidade, a Marvel Studios tem sua dobradinha aqui na lista com Mulher-Hulk. Aliás, fizemos review por episódio (confira aqui). Com um ótimo piloto e alguns bons episódios, a série de origem da heroína ‘prima do Hulk’ se amparou também em uma ótima atriz. Tatiana Maslany entregou demais, mas o roteiro não ajudou a moça, assim como o elenco de apoio e a desnecessária jovialidade excessiva em uma mulher que é apresentada como grande advogada, mas que depois comete erros quase amadores. Apesar do ótimo final, deixou um gostinho bem amargo como um produto completo. Mas há esperanças para o futuro. Ah, e claro, tem o CGI que não ajudou quase nada.

Os Anéis de Poder (Prime Video)

Seguimos a premissa de Cavaleiro da Lua e Mulher-Hulk. Quanto maior a expectativa, maior o tombo. E apesar de mostrar uma série tecnicamente impecável, O Senhor dos Anéis: Os Anéis de Poder esqueceu da história. Picotando núcleos entre os episódios e sempre tentando enganar o espectador com viradas previsíveis de roteiro, a série mais cara da história da TV deixou muito a desejar. Mas, assim como as outras séries da lista, ainda tem chance de uma melhora substancial.

Obi-Wan Kenobi (Disney+)

E se temos Star Wars entre os melhores, temos também entre os piores. Basicamente a série se resume a dois grandes atos, e se ampara neles para existir. Mas vamos combinar que é um grande desperdício de ótimos personagens termos oito episódios que pouco acrescentaram na relação entre Obi-Wan Kenobi e Darth Vader. Por todos os anos em que se esperou por uma obra com o “Bião”, a série de Deborah Chow realmente precisava mostrar mais.

Elite (Netflix)

A necessidade de querer ‘pesar’ em uma série teen

Quem acompanha a série espanhola Elite, na Netflix, sabe que ela mudou muito desde o seu início. Antes, tínhamos vários ‘chamariscos’ interessantes, como um mistério bem construído do início ao fim, núcleos bem distintos interagindo e aprendendo uns com os outros e personagens cativantes, que nos faziam torcer pelos seus sonhos e sofrer junto com os seus dramas. Porém, na quinta temporada, temos uma desculpa para todo mundo pegar todo mundo, mesmo não tendo nenhuma relação afetiva ou qualquer tipo de vínculo ou atração prévia. Virou uma pura e simples apelação onde é proibido ser monogâmico.

Casamento às Cegas Brasil – Temporada 2 (Netflix)

Casamento às Cegas

O ano quase podia acabar sem essa! Mas, no dia 28 de dezembro, a Netflix lançou a segunda temporada de “Casamento às Cegas Brasil”. E foi gatilho para muita gente. Afinal, a gordofobia tomou conta e foi muito difícil lidar com a rejeição de uma das participantes. Explicamos mais sobre isso em um texto de opinião da Bruna Haas Pacheco, que você pode ler aqui.

Dahmer: O Canibal Americano (Netflix)

Dahmer e a romantização do assassino
Dahmer: Evan Peters é Jeffrey Dahmer na série que romantiza o assassino

Essa série fez muita gente se questionar se o crime real (true crime) não foi longe demais. Em uma história ficcional baseada em fatos reais, Ryan Murphy e Ian Brennan erraram a mão e florearam uma história fazendo o criminoso quase virar mocinho. Foi difícil de engolir – pelo perdão do trocadilho.

The Witcher: A Origem (Netflix)

E fechamos a lista com uma das últimas estreias da Netflix. The Witcher: A Origem veio com uma boa ideia, mas se perdeu completamente na proposta, desperdiçando uma excelente oportunidade em expandir o “universo” de The Witcher. Foi a tentativa de fazer muita coisa, mas com pouco tempo de tela. Frustrante.

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