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Abominável, uma animação que ficou no quase | Crítica

Quase emocionou, quase divertiu, quase arrancou risadas. Abominável, a nova animação da DreamWorks conta a história de uma menina que encontra um ser no seu telhado e decide levar ele de volta à sua terra natal. Já vimos essa premissa antes, não é mesmo? Abominável lembra filmes dos anos 90 nesse sentido, mas com toque orientais e um mascote tão fofo quando o Banguela de Como Treinar Seu Dragão.

Yi (Chloe Bennet, a Skye de Agents of S.H.I.E.L.D.) é uma adolescente que encontra um Yeti no seu esconderijo, em cima de casa. Ambientado na China, começando em Xangai e passando por outros pontos turísticos do país, Abominável consegue fugir do clichê norte-americano, fazendo um bom trabalho retratando os os costumes chineses. 

Batizando o yeti de Everest, Yi enfrenta tudo e todos em uma verdadeira expedição. Mas diferente do que estamos acostumados, Abominável não teve uma música inesquecível, como em Pé Pequeno, ou personagens cativantes. Aliás, em um momento que é decisivo e deveria ser bem emocionante para a trama, a música escolhida é Fix You, do Coldplay, que destoa totalmente. É um filme bonito, mas esquecível. 

Com uma subtrama de família, o filme quase emociona, mas fica no quaaaase. Logo no início, descobrimos que a menina perdeu o pai e sofre muito com a falta dele. Existe uma tentativa de profundidade, no distanciamento de Yi com a mãe e a avó que moram com elas, mas o foco fica no retorno do Everest para casa e as tramas familiares ficam para trás. Mesmo assim, a mensagem que fica é importante: ame e curta a sua família agora. 

No geral, Abominável é uma boa ideia, mas o roteiro é fraco, os diálogos são previsíveis e as reviravoltas são muito sem sentido. O longa tinha potencial para ser um bom filme, mas tropeçou. Vale a pena ir ao cinema e levar a criançada, mas saiba que nenhuma música chiclete vai ficar na sua cabeça.

Veredito da Vigilia

Um comentário sobre “Abominável, uma animação que ficou no quase | Crítica

  • O filme é muito bom e emocionante sim. Fica falando bosta aí não.

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