Lista: 13 séries (disponíveis na Netflix) para enlouquecer o “Costela”
O prefeito do Rio de Janeiro, o qual não terá seu nome mencionado por aqui por questões de algoritmo, ordenou que a Prefeitura recolhesse a revista em quadrinhos dos Vingadores “A Cruzada das Crianças”, alegando conteúdo impróprio para o público jovem durante a Bienal do Livro. A atitude causou polêmica, e remeteu os amantes da nona arte diretamente à obscura época em que as histórias em quadrinhos passavam por um órgão regulador (censor) nos Estados Unidos.
Além disso, o assunto tomou repercussão mundial. Na HQ, de autoria de Allan Heinberg e Jim Cheung, dois personagens protagonizam um beijo gay. A revista foi publicada em 2016 no Brasil pela Editora Salvat, mas há mais de uma década nos Estados Unidos, e até então, nunca tinha sido alvo de qualquer comentário. A resposta do público foi imediata: a HQ esgotou antes mesmo dos fiscais chegarem até a Bienal e Jim Cheung se manifestou a respeito, além de grande parte da mídia especializada de outros países. Todas condenando a arbitrariedade e a falta de sintonia com o mundo atual.
A Vigília é contra qualquer tipo de censura, preconceito (que inclusive é crime) ou pretensão que vá contra o mundo nerd, que sempre foi plural e um amparo para todos os jovens. Por isso, resolvemos provocar ainda mais, listando algumas das obras que certamente deixariam o principal representante da Cidade Maravilhosa de cabelo em pé.
Marcelo “Costella”, aqui vai a nossa homenagem:
Queer Eye
Baseada na série vencedora do Emmy “Queer Eye for the Straight Guy”, que revolucionou o universo dos reality shows há 15 anos atrás, Queer Eye voltou com uma estética moderna, perspectiva diversa e cinco novos apresentadores que estão conquistando o mundo: Antoni Porowski (comida e vinhos), Bobby Berk (design de interiores), Karamo Brown (cultura), Jonathan Van Ness (aparência e cuidados pessoais) e Tan France (moda). Eles se relacionan com homens e mulheres de diferentes origens e opiniões muitas vezes contrárias às suas. Em pauta, temas variados como direitos LGBTQ, questões sociais, entre outros assuntos. Fizemos uma crítica bacana da primeira temporada e você pode ler os detalhes aqui.
Super Drags
De dia, Patrick, Ralph e Donizete são três rapazes gays que trabalham em uma loja de departamentos com um chefe escroto. Mas quando as forças do mal resolvem dar as caras, eles libertam suas divas interiores e se transformam em Lemon Chiffon, Safira Cian e Scarlet Carmesim – as fabulosas Super Drags. Precisa dizer mais alguma coisa?
A heroína das HQs da Marvel (olha a Marvel aí de novo, essa danadinha!) levanta vários tipos de questões sociais. Discriminação, relacionamentos abusivos, alcoolismo, estupro, relacionamentos entre mulheres, e claro, muita violência. É a Marvel tocando na ferida desde sempre.
The Umbrella Academy
Outra adaptação direta das páginas de quadrinhos, que basicamente hoje são a mina de ouro dos roteiristas e produtores de filmes e séries. Na obra do brasileiro Gabriel Bá e do norte-americano Gerard Way, também temos relacionamentos gays. E claro, a série, tanto quanto os quadrinhos, virou um sucesso instantâneo. Relembre a nossa crítica!
Crônicas de San Francisco
Inspirada nos livros de Armistead Maupin, a minissérie (da Netflix) “Crônicas de San Francisco” inicia um novo capítulo da história. Mary Ann (Laura Linney) volta a San Francisco nos dias atuais e se reencontra com a filha Shawna (Ellen Page) e o ex-marido Brian (Paul Gross), vinte anos após deixá-los para se dedicar à carreira. Fugindo da crise da meia-idade criada por sua vida “perfeita” em Connecticut, Mary Ann rapidamente volta a orbitar em torno de Anna Madrigal (Olympia Dukakis), de sua família por opção e de uma nova geração queer jovem que vive na Barbary Lane, 28. O Costella não aprovaria.
Sex Education
O nome já diz tudo né. Imagina se os fiscais de costumes alheios vissem um capítulo da série que se propõe, de forma muito divertida, a apimentar e trazer noções para dois jovens que estão em sua efervescência sexual. Otis Milburn, um estudante do ensino médio inexperiente vive com a mãe, uma terapeuta sexual. Cercado por manuais, vídeos e conversas tediosamente francas sobre sexo, ele é um especialista relutante no assunto. Quando seus colegas descobrem as peculiaridades de sua vida doméstica, Otis percebe que pode usar esse conhecimento especializado para ganhar status..
Sense8
Oito pessoas de diferentes realidades estão conectadas de uma forma surpreendente. Produzida pelas irmãs Wachowski (que já foram “irmãos”), a série mistura sci-fi, questões sociais, de gênero, pancadaria e muitas cenas “picantes”. Relembre aqui nossa crítica final sobre a série.
The Walking Dead
A série de zumbis e de um futuro pós-apocalíptico, quem diria, também é baseada em uma série de quadrinhos. E olha só que interessante. Na última temporada tivemos um casal de meninas, que se beijavam sem qualquer firula. Quer mais? Tínhamos também um personagem chamado “Jesus”. E Jesus morreu.
Ru Paul’s Drag Race
RuPaul’s Drag Race é um reality show de Drag Queens. E faz sucesso em todo o mundo. Muito brilho, badalação, comédia e looks estonteantes!
Special
Special é uma série sobre um homem gay, Ryan com leve paralisia cerebral que decide reescrever sua identidade e finalmente ir atrás da vida que ele quer.
Star Trek Discovery
A franquia que se confunde à nomenclatura “Nerd Raiz” em sua nova temporada traz nada mais nada menos que relacionamentos amorosos entre humanos, klingons e outras raças. Ah, e também já teve beijo gay.
Orange Is a New Black
Um presídio feminino. Um grupo diverso de detentas dentro dele. Não precisa dizer mais nada, não é mesmo?
Eu, Tu e Ela
O casal Jack e Emma tenta apimentar sua vida sexual ao contratar uma acompanhante, mas os dois acabam se apaixonando por ela.
One day at Time
Essa série original Netflix foi cancelada e, posteriormente, salva por um canal menor norte-americano. Histórica, ela mostra o cotidiano de uma família cubana, ressaltando a representatividade de seu cotidiano, que é cercado de temas como depressão, sexismo, relacionamento com drogas, homofobia e imigração.
E você, qual série recomendaria? Deixe pra gente nos comentários!
