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“Não se assemelha a nenhum prêmio que eu tenha recebido antes”, diz Rodrigo Santoro no Festival de Cinema

Gramado recebe pela 53ª vez o Festival de Cinema. Na sexta-feira, dia 15 de agosto, foi dada a largada para a edição de 2025 do evento. A grande estrela da noite foi o ator Rodrigo Santoro, que recebeu o Kikito de Cristal e apresentou seu novo filme, O Último Azul, de Gabriel Mascaro.

Pela primeira vez, o tradicional tapete vermelho estava azul. A ação promocional do filme comemorava a primeira vez que o longa foi exibido, pela primeira vez, em uma sessão aberta. Quando recebeu o Kikito, Santoro lembrou das pessoas que fizeram parte da sua trajetória e comentou sobre a internacionalização do seu trabalho. “Fronteiras são mais concretas na geografia. Nunca separei minha carreira no Brasil e a minha carreira internacional. Sempre foi uma jornada só, mas meu coração é absolutamente brasileiro”, comenta.

Inclusive, durante a coletiva de imprensa realizada nos Cristais de Gramado, o ator falou sobre sua carreira. “Eu quero continuar fazendo parte do cinema brasileiro, no início da minha carreira, pude participar da retomada com Bicho de Sete Cabeças e agora faço parte desse ano que ainda não tem nome, mas é histórico”, se referindo ao Urso de Prata vencido em Berlim por O Último Azul, o Oscar de Ainda Estou Aqui e os prêmios em Cannes de Kleber Mendonça Filho e Wagner Moura. Ao falar de Mendonça, ele alerta “ainda quero trabalhar com Kleber”.

Santoro também é categórico ao afirmar que a sua trajetória fora do Brasil começa com o que ele fez e apresentou no país. O ator dá a Bicho de Sete Cabeças, de Laís Bodansky, o créito de ser sua vitrine mundial.

O Último Azul

Já sobre O Último Azul, Santoro demostra, sempre o orgulho de trabalhar no filme. A estadia na Amazônia transformou, ainda mais, a sua relação com o país. Ele declara que sempre quis mergulhar na Amazônia e a experiência foi oferecida pelo longa. “Só através dessa experiência a gente consegue entender a imensidão, ver o que significa a Amazônia”, explica Santoro.

16/08/2025 – 53º Festival de Cinema de Gramado – Debate Hors-Concours “O Último Azul” – diretor Gabriel Mascaro e a Atriz Denise Weinberg | Foto oficial: Ticiane da Silva/Ag.Pressphoto

Contudo, o diretor Gabriel Mascaro explica que o enquadrado mais quadrado 4:3 foi pensado para que as belezas da Amazônia não sobressaíssem as narrativas do longa. Denise Weinberg, que dá vida à Tereza, a protagonista do longa, explica que a Amazônia é uma personagem fortíssima do filme e que esse é um longa que é focado nos olhares.

Sobre a ideia do filme, Mascaro explica que essa história foi inspirada em sua avó, que começou a pintar depois que ficou viúva. “Esse é um filme que se conecta de maneira universal”, explica. “A mensagem é simples ‘nunca é tarde para encontrar um desejo na vida'”.

Próximos trabalhos de Rodrigo Santoro

Como falamos anteriormente, Santoro diz querer trabalhar com Kleber Mendonça Filho. Além disso, ele falou do novo longa que será lançado, O Filho de Mil Homens. Dirigido por Daniel Rezende, a produção ainda não tem data de estreia, mas deve chegar a Netflix ainda em 2025.

“Tenho um carinho muito grande por esse trabalho”, comenta. Entre o trabalho de uma série internacional e o longa brasileiro, Santoro se sentiu atravessado pelo filme. “Quando li o roteiro eu não sabia como realizar essa personagem. Trabalhamos um mês e meio pensando em adaptar.

Foto capa: Edison Vara/Ag.Pressphoto

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