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Canal Brasil terá programação especial em março em alusão ao Dia Internacional da Mulher

No Canal Brasil, o Dia Internacional da Mulher vai muito além do dia 8 de março, dedicando um mês inteiro para destacar produções dirigidas por cineastas brasileiras e estrangeiras. A Mostra Cine-Delas inicia no dia 7, sempre aos sábados e domingos, a partir das 22h. Destaque para as estreias de “Dormir de Olhos Abertos”, de Nele Wohlatz, e “Incompatível com a Vida”, de Eliza Capai. Paralelamente, o canal lança a série documental “Estopim”, com exibição diária a partir de 8 de março, às 21h. 

Sobre o Cine-Delas

Lançado em 2016, a faixa Cine-Delas concentra, no mês de março, uma curadoria exclusiva de filmes assinados por diretoras. Ao longo de 11 anos, foram exibidos mais de 111 títulos dirigidos por 85 realizadoras. Em 2025, segundo levantamento do Filme B, 34% dos longas brasileiros lançados comercialmente tiveram direção feminina; no mesmo período, 38% das estreias de longas no canal foram dirigidas por mulheres, índice superior à média do mercado.

Estreias do Cine-Delas:

“Estopim”

A série documental “Estopim”, com cinco episódios de 45 minutos, estreia no dia 8, às 21h, com exibição de um episódio por dia. Dirigida por Ana Teixeira, a produção examina as origens estruturais da violência contra a mulher no Brasil a partir de casos que ganharam repercussão pública. 

Cada episódio aborda um eixo temático — crimes políticos, conjugais, sexuais, de ódio e invisibilizados — e parte de acontecimentos amplamente noticiados para analisar as reações da sociedade e da Justiça. A proposta é investigar não apenas os desdobramentos dos casos, mas também os fatores históricos e culturais que contribuem para a recorrência dessas violências.

Ao retomar episódios que mobilizaram o país, a série contextualiza as diferentes formas de agressão e discute como determinados crimes se tornam catalisadores de debates públicos, enquanto outros permanecem à margem da cobertura midiática.

“Dormir de Olhos Abertos”

O longa “Dormir de Olhos Abertos”, dirigido por Nele Wohlatz, será exibido no dia 7 de março, às 22h. Inédito na televisão, o filme acompanha Kai, uma jovem taiwanesa que viaja ao Recife a trabalho e, diante de imprevistos, passa a circular pela cidade enquanto aguarda a resolução de sua situação.

Durante esse período, ela cruza com outras pessoas igualmente em trânsito, estabelecendo conexões marcadas por diferenças culturais e linguísticas. A narrativa se desenvolve a partir desses encontros, explorando a experiência de estar em um lugar estrangeiro e a sensação de deslocamento que atravessa os personagens.

“Incompatível com a Vida”

“Incompatível Com a Vida”, dirigido por Eliza Capai, será exibido no dia 28 de março, às 22h. No documentário, a cineasta parte do registro de sua própria gestação, interrompida após o diagnóstico de uma malformação fetal considerada incompatível com a vida.

A partir dessa experiência, o filme reúne relatos de outras mulheres que enfrentaram situações semelhantes, compondo um conjunto de vozes que abordam temas como luto perinatal, maternidade, vida e morte, além das dificuldades de acesso ao aborto legal no Brasil. A narrativa busca dar visibilidade a histórias frequentemente silenciadas, evidenciando os impactos emocionais e os entraves jurídicos e sociais que cercam esses casos.

Premiado como Melhor Documentário na Competição Brasileira de Longas e Médias-Metragens do Festival É Tudo Verdade, onde também recebeu o Prêmio EDT de Melhor Montagem em 2023, o longa foi eleito Melhor Documentário do ano pela APCA e integrou a lista dos 10 Melhores Longas de 2023 da ABRACCINE.

Outros destaques da Mostra Cine-Delas

Além das estreias, a Mostra Cine-Delas exibe títulos como “O Clube das Mulheres de Negócios”, de Anna Muylaert; “Pasárgada”, de Dira Paes; “A Festa de Léo”, de Luciana Bezerra e Gustavo Melo; “Meu Nome é Bagdá”, de Caru Alves de Souza; “Os Sapos”, de Clara Linhart; e “Cidade; Campo”, de Juliana Rojas.

A iniciativa reforça a curadoria voltada à valorização do olhar feminino no audiovisual brasileiro, ampliando a visibilidade de realizadoras em um cenário ainda marcado por desigualdades na direção de longas-metragens.

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