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Dia D, de Steven Spielberg, revisita a filmografia do diretor

Steven Spielberg tem grandes filmes sobre diversos temas, mas extraterrestres parecem ter um lugar especial na obra do diretor. Há tempos, não sentia uma sensação “bom, esse filme foi muito Spielberg” como em Dia D, seu novo longa que estreia na quinta-feira, 11 de junho.

Com Emily Blunt, Josh O’Connor e Colin Firth no elenco, Disclosure Day, como é o título oficial do longa, realmente fala de um dia de revelações. Na trama, acompanhamos paralelamente a história de Margaret (Emily) e Daniel (O’Connor). Margaret é uma jornalista que está galgando o posto de âncora, mas que não se sente em casa em nenhum lugar dos Estados Unidos. Já Daniel é um cientista da computação que precisa guardar.

Após um colapso ao vivo de Margaret, o destino dos dois é entrelaçado e eles descobrem que têm muito em comum. Como vilão, o chefe da corporação Noah Scanlon é vivido por Colin Firth, que está convincente como antagonista maquiavélico que o filme precisa.

Talvez o mais curioso de uma obra de Spielberg não seja seus planos incríveis, que só ele é capaz de oferecer, boas cenas de ação ou até um alívio cômico fora do tom que faz totalmente sentido. O diretor oferece uma sensação de conforto. Um gosto de nostalgia, de cinema dos anos 1980 ou 1990, em seu formato e concepção.

Apesar do roteiro ser assinado por David Koepp, a história é concebida pelo diretor e realmente faz todo sentido ser dele. É uma trama com imensos painéis de controles, uma rede de televisão, ETs e até mesmo uma duração que vai um pouco além do que precisaria, mas que não chega a incomodar.

Em Dia D, Steven Spielberg, faz uma clara referência a sua própria história, de forma afetiva, com um filme que não tem nem a ousadia de ser o seu melhor, mas que faz jus ao conjunto da obra.

Veredito da Vigilia

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